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Casa (Des)Organizada: Aprendizados Ágeis em um Sprint Doméstico

  • nataliajscosta
  • 4 de jun. de 2025
  • 12 min de leitura


Imagem gerada pelo Copilot
Imagem gerada pelo Copilot

Eu adoro essas práticas que envolvem dinâmicas, brainstorms, organização de pensamento visual. Ferramentas que permitem ver conexões de pensamentos e informações de forma clara, para que possam ser organizadas da melhor forma. Acredito que o fato de eu ter afantasia congênita tem um grande peso nessa minha “paixão” por post-it. Assim, práticas que podem envolver o uso de quadro branco e post-it, como em Design Thinking e algumas práticas ágeis, me deixam bem empolgada.

No entanto, quando falamos de agilidade, de todos os livros que li até o momento, é bem evidente que a mentalidade é a chave, e não as ferramentas. Alguns se apegam às ferramentas para criar a prática de “pensar” de forma ágil, até que as equipes “aprendam” a mentalidade. Eu ainda tenho dúvidas se esse é o melhor caminho mesmo.

Eu sempre passei por processos que usaram as ferramentas ágeis de forma adaptada. Em nenhum desses processos, durante a minha vida profissional, eu vi alguém mudar a mentalidade.

Eu sinto que a minha forma de pensar busca, naturalmente, essa mentalidade “ágil”. Não é porque eu quero que as coisas sejam mais rápidas e com menos desperdícios. É porque me parece mais lógico. Para mim, essa forma de viver e enxergar o mundo segue uma lógica com uma boa pitada de bom senso. Por isso, passei a acreditar que o papel de um Agile Coach pode ser uma atividade que eu goste muito de fazer, e gostaria de ter essa experiência um dia.

Então comecei a agir: “Por onde começo a treinar?” E lembrei daquele velho ditado: “Em casa de ferreiro, o espeto é de pau.” Decidi ir contra esse ditado. “Vou avaliar se consigo ser uma Agile Coach começando pela minha casa.”

Minha casa estava uma bagunça. Tínhamos voltado de viagem e, depois de uma semana, as malas não estavam desfeitas ainda. Tinha brinquedo e roupa de criança espalhados por toda a casa. Nossa bancada da cozinha tinha tanta coisa que nada do que eu precisava eu conseguia encontrar.

Eu pensei: “O cenário perfeito pra eu aplicar um SCRUM e fazer todo mundo me ajudar.” Eu sempre dei conta de muitas coisas em casa: lavar, cozinhar, limpar, arrumar, comprar. Minha filha mais velha já tem 8 anos, e meu marido é pouco proativo nesses afazeres. Eu tinha que nos transformar em uma equipe para organizar a casa e depois manter a casa arrumada. Isso provaria para mim mesma que eu poderia pensar em mergulhar no mundo dos Agile Coaches. Garanto para vocês que esse desafio foi bem grande.

Em um domingo, criei um quadro SCRUM, e eu e minha filha definimos as tarefas e as pontuações para cada uma, de acordo com o grau de dificuldade, considerando as habilidades e idade de cada um. Meu marido não quis participar desse processo de escolha de tarefas, e acredito que, provavelmente, ele pensou que eu estava maluca, mas não me falou diretamente.

Para pontuar, segui a sequência de Fibonacci, como proposto pelos Sutherland (SUTHERLAND, J. e SUTHERLAND J.J, 2019). Criei um esquema de pontuação individual para que houvesse alguma motivação dos participantes: quem ganhasse mais pontos no final do Sprint ganhava alguma premiação que escolhesse. A premiação poderia ser um passeio, brinquedo, um dia de folga ou uma comida diferente.

Nos objetivos do primeiro Sprint, deixei claro que era organizar a casa para que a gente pudesse ter mais tempo de qualidade juntos. Expliquei como seria o fluxo dos post-it. Quando a tarefa chegasse na coluna do feito eu validava e descartava o post-it atribuindo os pontos à pessoa que realizou a tarefa. Mas algumas tarefas eram cíclicas, então os pontos eram atribuídos mas as tarefas voltavam para a coluna a fazer.

Documentei tudo por fotos. A casa estava tão caótica que decidi fazer um Sprint de 15 dias. Parece muito tempo para colocar uma casa em ordem, mas praticamente não ficamos em casa durante a semana, e o pouco tempo que ficamos queremos descansar. A bagunça deixada no final de semana costuma se perpetuar até o próximo final de semana, que é quando estamos todos juntos mais tempo em casa e com mais disposição. Um sprint de 15 dias para esse experimento significa 4 dias de trabalho.

Minha intenção com isso não era apenas conseguir que eles me ajudassem a cuidar da casa. Era também uma forma de conscientizar sobre o tanto de atividades que eu tinha costume de fazer sozinha e, quem sabe, sensibilizá-los a me ajudar naturalmente. O quadro de atividades deixa as tarefas visuais para todos. Isso significa que o comprometimento das pessoas com as tarefas também fica visível para todos.

No primeiro dia do primeiro final de semana, minha filha demonstrou bastante empolgação, que foi perdida rapidamente a partir do segundo dia. Meu marido sequer olhou para o quadro de atividades. Parece um desastre, não? No entanto, no final do Sprint conseguimos que muitas coisas fossem feitas, e isso não teve nada a ver com o quadro de atividades ou com a prática do SCRUM.

Estava tentando entender se o caminho alternativo que tomamos foi por falta de capacidade minha de aplicar e motivá-los na prática SCRUM ou se a prática não era a melhor para esse caso. No entanto, o caminho tomado não utilizou nenhuma ferramenta ágil, e de certa forma funcionou.

Então, em um dia, no final de uma de minhas aulas, conversando com um aluno, comentei o quanto eu me identificava com a mentalidade das práticas ágeis. Ele me passou as dicas de algumas pessoas que ele seguia da área e me indicou assistir a um vídeo do Fábio Akita.

Boa parte do que o Fábio Akita falou no vídeo segue uma lógica e tem bom senso, e explica muito bem o que eu observei no meu experimento em casa. Apesar da forma como o Fábio traz o conteúdo ser bem enfática, diferente da forma que eu traria, com alguns pontos de vista bem diferentes dos meus, eu recomendo que assistam ao vídeo (link).

Por meio do meu experimento, tirei vários insights valiosos e que fazem parte da lógica e do bom senso. Muitas vezes a gente precisa passar por uma experiência, mesmo que pequena, para entender a profundidade.

Na próxima parte do texto, vou compartilhar com vocês com mais detalhes essa experiência.

 

Projeto Casa Organizada: Do fracasso do SCRUM ao sucesso da lógica e bom senso

 

A imagem abaixo mostra o quadro SCRUM no início, durante e no fim do primeiro Sprint do meu projeto “Casa Organizada”.


Evolução do Sprint: Organização da casa
Evolução do Sprint: Organização da casa

Meu marido ajudou e minha filha de 8 anos também, e, como já disse, a ação deles não teve relação direta com o quadro de atividades nem com a lógica do SCRUM.Vou compartilhar com vocês as lições aprendidas e como elas refletem os quatro fundamentos teóricos do Manifesto para Desenvolvimento Ágil de Software. Apesar de ser aplicado ao desenvolvimento de software, a base da mentalidade segue a lógica do Lean e da melhoria contínua.

 

Lição nº 1: Relacionamentos interpessoais valem mais


O quadro estava ali exposto e eu expliquei para todos minha proposta. O quadro só foi revisitado no primeiro dia, e depois, só pela minha filha de 3 anos que queria brincar de rabiscar e colar post-its. A proatividade não reinou, e o quadro não os fez entender que eu estava sobrecarregada de tarefas. Então eu resolvi agir.

Com o meu marido, depois de eu passar o dia estressada pensando, na minha cabeça, que ele deveria se preocupar comigo e me ajudar, eu decidi sentar e conversar. Na conversa, eu disse que me sentia sobrecarregada e precisava de ajuda. No dia seguinte ele fez um monte de coisa sem reclamar, de forma proativa, o que ajudou muito na organização e manutenção da casa. No entanto, esse rompante de proatividade foi apenas um dia. Nos dias seguintes precisei pedir quando precisava de ajuda, então passei a pedir tarefas específicas, e ele fez de boa vontade para me ajudar. Isso precisou ser assim não porque ele precisa aprender a ser mais proativo em casa, mas porque, pelo fato de eu dar conta sozinha muitas vezes, a organização da casa funciona do meu jeito, e ele pode ainda se sentir perdido com relação à autonomia que pode ter para me ajudar.

A lição aqui é que ninguém vai adivinhar o que você sente ou o que você precisa. Você precisa falar, se comunicar, da melhor forma possível. A empatia não é adivinhação. Se você espera que alguém seja empático com você, ajuda muito se você passar uma comunicação clara do que sente (ver o post Empatia).

Com minha filha, deixei ela livre e me surpreendi com o fato de ela desarrumar a mala sozinha, colocando as roupas de volta no armário, no lugar certo, tudo dobradinho. Eu não soube ensinar muito bem ainda a independência dela em algumas tarefas do dia a dia, então me surpreendi com o resultado quando dei autonomia em uma tarefa que ela se mostrou muito empolgada em fazer. Se a pessoa tem vontade e determinação, ela faz. No entanto, teve umas tarefas que ela demonstrou interesse, mas ela simplesmente não podia fazer, porque não sabia. Ou seja, ela precisava ser ensinada a fazer, e eu percebi que só não tinha ensinado antes porque o exercício da prática envolve erros, erros que, na minha cabeça, atrasariam mais o processo, e eu não estava disposta a assumir no momento. No entanto, essas tarefas que eu podia ter ensinado ficaram sem ser feitas.

Enfim, a lição nº 1 se encaixa perfeitamente no seguinte valor do Manifesto para Desenvolvimento Ágil de Software: Indivíduos e interações mais do que processos e ferramentas. Mantenho esse valor tal como é para este meu projeto. No meu caso, melhor esquecer os post-its e ter conversas difíceis, confiança, ensinar quando preciso e encarar erro como aprendizado. Deixo os post-its para mim mesma, em meus cadernos de anotações para organizar os pensamentos, ou colar na geladeira para lembrar das minhas tarefas.


Lição nº 2: Tarefas de valor


No meio do Sprint, eu olhei para casa e para o quadro. A gente avançava na pontuação e número de tarefas feitas, mas a casa continuava muito desorganizada. Bom, o objetivo deste Sprint era organizar a casa, e não manter a casa organizada. Não tinha como manter a casa organizada porque ela não estava organizada.

Havia algumas tarefas básicas cotidianas, como lavar e pendurar a roupa, limpar, que estavam no quadro, que foram feitas, mas não agregaram valor para a organização. E essas tarefas voltavam novamente para o quadro na coluna “a fazer”, porque eram tarefas corriqueiras e seriam feitas mais de uma vez durante o Sprint. Dava muito bem para ter foco em organizar e depois se preocupar com a roupa para lavar. E ainda mais: muitas dessas tarefas de manutenção tinham menor pontuação, e, segundo alguns especialistas, fazer as tarefas mais rápidas, menos trabalhosas primeiro é melhor, pois traz motivação por ter mais coisas feitas. No entanto, nesse meu caso, fazer essas tarefas foi perda de tempo para a realização do objetivo, e talvez nem deveriam ter sido atribuídas no quadro de tarefas. Foi um erro de backlog (escolha e priorização das tarefas).

As tarefas de valor, que envolviam organizar a casa, eram mais trabalhosas. Se tivéssemos todos focado na organização, investido em pedir comida ao invés de parar para cozinhar, em um dia tudo ficava organizado.

Aí que vem o meu entendimento prático do seguinte valor do Manifesto para Desenvolvimento Ágil de Software: Software em funcionamento mais do que documentação abrangente. Agora, trazendo isso para minha realidade: casa organizada mais do que tarefas corriqueiras.

As tarefas corriqueiras só passam a ser priorizadas com a casa em ordem. Tarefas corriqueiras são manutenção, e a gente só consegue otimizar a forma como essas tarefas são feitas se a casa está organizada. Como seria essa mentalidade na sua empresa? Qual é o valor base que precisa ser entregue para depois otimizar o resto? Será que está tudo tão bagunçado que o valor base nem é mais trazer valor para o cliente, mas sim um passo atrás e “organizar” a mente e o coração da sua empresa e, consequentemente, das pessoas? Curar ambientes tóxicos, fortalecer a saúde mental, ensinar e valorizar valores básicos de responsabilidade, comprometimento e ter coragem de tomar decisões difíceis?

Recomendo a leitura: Líderes que Curam: Construa sua liderança do futuro, com uma equipe motivada, engajada e de melhor performance (SATYRO, A., 2024)


Lição nº 3: Colaboração é o que importa


Observei que a ideia de ganhar pontos individuais não motivou ninguém. Imagina o quanto uma criança de 8 anos não ia querer um brinquedo novo? E isso não fez ela querer lutar pelo resultado. Eu confesso que eu estava louca para ter um dia de folga, mas isso também não me motivou a buscar o resultado.

Quando eu vi meu marido se movimentando para ajudar, eu fiquei empolgada em fazer alguma coisa também. Quando minha filha me viu trabalhando em cima de alguma tarefa do quadro, ela quis participar também. Bastou um empolgado no momento para contagiar o outro.

Isso me fez lembrar quantas vezes eu não peguei um projeto difícil e pensei: Meu Deus do céu, como vamos fazer isso? E, na hora que eu vi o movimento da equipe para fazer acontecer, eu simplesmente entrei no flow, com o maior otimismo e maior dedicação possível, e conseguimos! Eu já vi algumas vezes acontecer o que, para mim, era impossível. Por isso eu trago tantas vezes no meu texto essa magia do trabalho em equipe e a importância da liderança para isso.

A comemoração de uma conquista juntos é muito mais prazerosa do que uma conquista individual. Esta lição se correlaciona bem com o seguinte valor do Manifesto para Desenvolvimento Ágil de Software: Colaboração com o cliente mais do que negociação de contratos. No caso desse meu projeto eu diria: Colaboração da equipe mais do que premiações individuais. Qual seria seu caso? Que tipo de colaboração rende mais do que o ganho individual?


Lição nº 4: Flexibilidade envolve aceitar a presença momentânea do caos


Sim, no meio do Sprint surgiram novas bagunças. No entanto, no meio do processo de organização, as novas bagunças foram consertadas no fluxo e nem chegaram a passar pelo quadro de tarefas. Foi fácil lidar com as novas bagunças porque, como mãe, já era óbvio para mim que iam aparecer tarefas novas no meio. Eu já sabia disso. E sabia também que poderia ser que, em algum momento, até o objetivo do Sprint poderia mudar.

Nesse caso, não mudou, mas poderia. Abraçar o fato de que mudanças podem ocorrer no meio do caminho nos faz mais resolutivos. Outra observação importante é que a energia necessária para consertar as novas bagunças em um ambiente bagunçado é maior do que em um ambiente organizado. Ou seja, deixar a casa em ordem facilita lidar com o imprevisível.

Essa parte poderia ser comparada com o último valor do Manifesto para Desenvolvimento Ágil de Software: Responder a mudanças mais do que seguir um plano. No meu caso: Responder à mudança mais do que ignorá-la. Como ficaria esse item na sua empresa, no seu processo? Responder à mudança mais do que tratá-la como o fim do mundo? Responder à mudança mais do que continuar fazendo como sempre foi feito?


Reflexões finais


Para mim, ficou claro, em um Sprint, o que eu já suspeitava: não existem práticas milagrosas. Embora eu adore utilizar ferramentas diferentes para organizar as coisas, elas são só ferramentas. Quem realmente realiza, organiza, arquiteta o fluxo das coisas são as pessoas e suas interações.O que vale mais a pena? Ensinar as ferramentas e métodos, ou ensinar competências que permitam às pessoas trabalharem juntas em harmonia, sendo proativas e capazes de resolver seus próprios conflitos, de identificar e resolver problemas, fazer as perguntas certas e aprender com os erros?

Eu não sou a favor da mentalidade de demitir alguém logo de cara que não apresentou comprometimento e responsabilidade. Eu acredito que são comportamentos que dá para mudar ensinando competências e deixando bem claro a importância e o peso do trabalho que a pessoa realiza. Não acho que demitir alguém rapidamente, sem dar a chance de treinamento, elimina desperdício. Isso seria só mudar o desperdício de lugar. E, quando pensamos em contribuir com a sustentabilidade diminuindo desperdício de recursos e tempo, a gente pensa no âmbito mundial, visando o bem das próximas gerações e não dentro de uma organização única para benefício próprio.

Quando a gente assume a responsabilidade de ensinar uma pessoa para que ela tenha as competências necessárias para trabalhar com agilidade e autonomia em equipe, atribuindo a função adequada, a gente está contribuindo de forma efetiva para a sustentabilidade. Essa pessoa vai ser mais uma pessoa com maturidade, capaz de pensar criticamente e de ensinar o que aprendeu. Ela se torna inovadora e multiplicadora de conhecimento.

A universidade realmente tem um papel grande no ensino de boa parte dessas competências, mas, até pela idade e experiências vividas dos jovens quando saem da universidade, não tem como tirar a responsabilidade do mercado de trabalho de apoiar esse desenvolvimento por meio de líderes capazes de assumir esse papel de orientador. Mesmo porque, habilidades reais de trabalho em equipe são amadurecidas no mercado de trabalho. É muito comum ver vagas de estágio ou cargos para recém-formados que exigem competências fora da realidade atual do mundo em que vivemos.

As empresas precisam abraçar a ideia de que é preciso andar junto com a universidade na responsabilidade da educação, porque as competências, nos níveis que elas precisam, muitas vezes exigem um tempo maior do que 4–5 anos de um curso universitário. Infelizmente, para muitas empresas, o mais cômodo é criticar as universidades e julgá-las como responsáveis pelo gap entre os profissionais que estão sendo formados e o que elas precisam como força de trabalho. O capitalismo desenfreado perdeu a noção do tempo faz tempo. É preciso entender que o ritmo acelerado em que o mercado anda já superou o ritmo de desenvolvimento humano. Nós continuamos precisando de tempo para aprender. E muitos aprendizados importantes envolvem tempo de qualidade com família e amigos, e que infelizmente pouca gente tem.

Cheguei à conclusão de que talvez eu atue melhor como um Team Coach! Vou pensar no meu próximo projeto teste...

 

Enquanto isso que tal você fazer um experimento desses na sua casa? Tem algum projeto em família para explorar as ferramentas ágeis?

 

Aguardo seus comentários!


Referências


SUTHERLAND, J. e SUTHERLAND J.J. SCRUM: A arte de fazer o dobro do trabalho na metade do tempo. Tradução: Nina Lua. Rio de Janeiro: Sextante, 2019.


AKITA, F. Vídeo: Esqueça Metodologias "Ágeis". Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=xjjX3R2WuoM Acessado em:  Maio de 2025


SATYRO, A. Líderes que Curam: Construa sua liderança do futuro, com uma equipe motivada, engajada e de melhor performance.  1ª Edição. São Paulo: Buzz Editora, 2024

 
 
 

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